terça-feira, 8 de maio de 2018

A burocracia pôs o prédio abaixo




O lamentável desabamento do prédio em São Paulo reforça um déficit muito grande no país no que se refere a falta de moradia. Há a algum tempo uma proliferação alarmante e ascendente da população de rua que cresce colocando em discussão a insegurança das famílias que acabam nestas condições depois de perderem o emprego e a dignidade por conta das crises pela alta taxa tributaria que consome o país em tarifações além do normal.
E o que deveria retornar para a população acabam se perdendo em meia a tanta corrupção e o mau uso dos recursos públicos que visam atender interesses pessoais e egoísticos.
E vocês repararam que a maioria dos moradores do prédio que desabou são pessoas que tem emprego, profissão e algum tipo de renda? Mas então porque estavam morando lá? Porque acabam recorrendo a este estilo de vida? Sabe porquê? Porque muitos destes trabalhadores esbarram numa burocracia que trava o país em uma dificuldade quase que imoral. Se hoje em dia estes trabalhadores não tiverem uma renda considerável, fiadores ou avalistas, ou ter de pagar um seguro como poderão morar em algum lugar? A não ser que tenha muita sorte e consiga uma moradia sem muita burocracia, ou que consiga uma casa nas comunidades carentes, ou que invadam algum lote ou construção e constrói, caso contrário o que lhe restará?
Certamente muitos questionarão que confiar nas pessoas hoje em dia é muito complicado, quase um camicase, talvez, mas se ficarmos restritos a estas questões o país não avança de forma alguma.
E está mais que na hora dos governos estudarem medidas para desburocratizar o sistema e permitir maior acesso as pessoas naquilo que eles mesmo não garantem, ou seja, moradia, educação, saúde, segurança e muitos outros direitos (...).
É tão ruim viver em um país onde as pessoas não são bem tratadas pelo seu governo.

Marcelo Passos


quarta-feira, 2 de maio de 2018

Dedo duro (...) o vale tudo do poder




Pessoal, entregue seus parceiros e proteja o seu (...). O instituto da delação premiada é um recurso dito legal já existente a algum tempo na jurisdição brasileira, visando alcançar uma verdade. Talvez um meio escuso para um fim, porém, é a prova mais contundente de que no ramo do poder não existe amigos e sim interesses pessoais. E quem entra neste jogo crendo fazer amigos do peito, tomem cuidado, pois na primeira tormenta a maioria saem voando a quererem se safar e deixam as aves de voos rasos a mercê dos predadores da lei, que de alguma forma visam combater a imoralidade e a praga dos crimes e da corrupção.  
Diz que a lei visa proteger o réu, e neste caso também premia o delator, agora, e o crime que a maioria destes também cometem, que aproveitam bastante os benefícios da ilegalidade e da corrupção, merecem mesmo regalias? Infelizmente este é um recurso para tentar alguma coisa, e enquanto isso o espetáculo continua nos bastidores do poder.
E então, azar dos brasileiros desde 1500 ou tem alguém desde então enganando e metendo a mão no que é seu e naquilo que deveria voltar para você?

Marcelo Passos

segunda-feira, 30 de abril de 2018

A lei tem que ser igual para Francisco como é para Chico




Um dos princípios que direciona o direito e principalmente a administração pública é o princípio da Isonomia, ou seja, tratar os iguais de forma igual e os desiguais de forma desigual. A que norteia este princípio, a sua aplicabilidade deveria ser usada para atender os interesses sociais a fim de garantir a ordem pública e o bem-estar de todos. E, no entanto, este princípio não tem atendido a sua função social dando lugar a interesses sórdidos no que tange o poder público, ou seja, quanto mais instruído e mais abonado é o cavalheiro ou a dama, mais este princípio é norteado a defender o errado contra o certo. E já o lado mais fraco da sociedade, todo o rigor da lei.
E ao vermos algumas decisões sendo tomadas nas instancias do poder, vemos que ainda estamos muito distantes de um ideal, vemos a prisão e a condenação de políticos, porém, vemos ainda muitas decisões favorecendo-os, como tem acontecido com frequência no egrégio STF em que certas decisões têm convergido com o verdadeiro direito e aos anseios populares, onde se permite e ainda inocenta muitos suspeitos e até mesmo os ratos declarados do dinheiro públicos. E o ladrão de galinha? Todo o rigor da lei? E para os ladrões do dinheiro público? Tudo?
Enquanto isso há muitas famílias famintas espalhadas por este Brasil inteiro, todos os serviços públicos estão defasados, funcionários públicos ganhando mal, trabalhando no limite de suas condições e na maioria das vezes sem recursos e estruturas (...). Há estou falando alguma besteira? Então vá a alguma repartição pública e comprove. Mas, não se confunda estabilidade com a oferta pública, pois são dois extremos bem distantes e que não se comunicam neste momento com as comunidades.
De fato, Deus tem que olhar muito por nós, pois como a pouco tempo a ministra do STF, hoje presidente da casa, Carmem Lucia foi questionada e não soube responder, ou seja, se o STF errar em alguma decisão, o que resta fazer? Já que não há outro recurso ... resta mesmo apelar para Deus ... será que é isso mesmo?

Marcelo Passos


quarta-feira, 25 de abril de 2018

Não basta só reclamar




A onda de escândalos envolvendo a classe política ao longo de toda uma história tirou do brasileiro o interesse em acompanhar a atuação dos políticos. Fato este que denotou um enorme caos no cenário nacional com o aumento desenfreado da corrupção, ou seja, já que a população não fiscaliza, não acompanha e questiona, estes “senhores e senhoras” do poder fazem a festa, como a velha expressão, “quando o gato sai os ratos fazem a festa”.
Se há muita gente ruim no cenário político, também há pessoas do bem e bem-intencionadas que querem e podem contribuir de forma positiva para a sua sociedade, basta ver inúmeras iniciativas privadas espalhadas pelo Brasil e que conseguem, nas fronteiras de suas possibilidades, contribuir de forma positiva para a sua comunidade.
E também não sei se há outra forma de conduzir os interesses pessoais e coletivos fora da política, por isso que é importante a população acompanhar mais, cobrar mais, participar mais, pois somente assim e de alguma forma que os pleiteantes e mesmo os políticos já eleitos ficarão mais atentos e quem sabe parar de brincar de trabalhar para o povo.
A força de sua nação nasce e emana do povo, por isto vamos mostrar a nossa força para mudar o país de verdade e tirar quem não faz nada e colocar quem pode contribuir de verdade.

Marcelo Passos


domingo, 22 de abril de 2018

Se tem os mau políticos, também tem os maus eleitores




Um hábito bastante comum e quase cultural do brasileiro é se queixar em demasia da classe política quanto às barbáries da corrupção e principalmente quanto à falta de interesse destes as questões sociais responsáveis pelas misérias excessivas que testemunhamos no solo brasileiro. Há diversos fatores que levam a essa situação, como as reeleições sem limites ao parlamento, o excesso de privilégios oferecidos, afinal; o homem se acostuma fácil com mordomia; e sem contar que grande parte destes políticos não sofre pressão, pois o eleitor não se preocupa em saber dos seus direitos, como saber que o cargo político é uma concessão popular ofertada pelo eleitor, leia-se TODO cidadão com titulo de eleitor. E, no entanto muitos destes acabam voltando ao poder pelo mesmo voto de quem os achincalham, ou seja, o ELEITOR.
Entretanto, o abuso do poder econômico é um dos fatores preponderantes da corrupção nas eleições, ou seja, a compra de votos as escuras que acaba assolando o país num lamaçal de interesses sórdidos à custa da ignorância e da corrupção passiva do eleitor que na sua maioria troca o seu voto por vantagens pessoais e, na sua grande maioria pelo imoral assistencialismo que alimenta esse ciclo vicioso, onde o político acaba não tendo compromisso com sua gente, pois ele sabe que basta oferecer qualquer privilegio para ser adorado, amado e reeleito tantas vezes quanto quiser e assim se perpetuar no poder.
E os maus políticos sabem que vivemos em um país de muita miséria e que basta oferecer vantagens de qualquer natureza para atrair o interesse de quem nada tem. Agora, o resultado da má escolha é o reflexo de um país dos serviços públicos escassos e deficientes, além de um país sem esperança. Precisamos urgente de bons políticos, mas para isto é primordial ter bons eleitores (...)

Marcelo Passos

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Implosão na politica brasileira




Nos últimos anos temos visto uma verdadeira caça aos maus políticos que são tão noviços a sociedade que são como parasitas que servem apenas para causar dor, sofrimento as custas do povo, mas ainda bem que depois de muito tempo vem surgindo o antidoto contra estes peçonhentos.
Demorou muito para haver um abalo na classe política, mas antes tarde do que nunca. E é claro que, como todo processo judicial nunca um condenado ou um culpado vai achar a sentença condenatória justa, mesmo que tudo possa provar contra ele, mas preferem acreditar que estão certos e o judiciário sempre errado e injusto.
E de uma coisa podemos reconhecer, os próximos que entrarão ou os que poderão permanecer, terá uma preocupação a mais antes de cometer seus deslizes e se de fato for aprovado o fim do foro privilegiado, daí sim poderemos vislumbrar um futuro.

Marcelo Passos

terça-feira, 17 de abril de 2018

Cuidado com os votos brancos e nulos




A revolta popular sobre a classe política é uma realidade incontestável, afinal de contas é a velha lição da ação e reação, ou seja, é o sentimento que não nasceu ao acaso, deram-se motivo e muito para essa reação em cadeia contra a categoria.
Escândalos e mais escândalos ganham diariamente os noticiários e a ira popular se acentua a esse emaranhado da corrupção que assola o país numa crise moral e sem precedentes. A sensação que passa é que nunca terá fim, sentimento esse que aflora nas pessoas a rejeição as urnas, a falta de interesse em participar e até mesmo de votar em alguém.
É claro que o voto brancos e nulos é um direito, onde para muitos é um voto de protesto, mas por outro lado um risco muito grande de permanecer os maus políticos para falir o país ainda mais no desserviço social, onde quem sofre é o proletariado que não tem outro recurso a não ser buscar pelos serviços públicos cada vez mais vexatório e imoral, e sabe porquê? Porque há uma classe política dominante que são constantemente reeleitos pelo que chamamos de voto de cabresto ou do velho e imoral assistencialismo, ou seja, “me dá isso que eu voto em você, ou, e se eu votar em você, o que eu ganho?”.
E engana-se aquele que acha que uma certa quantidade de votos inválidos anulará uma eleição, infelizmente esse registro serve apenas como índice de pesquisa, nada mais, pois os votos validos é que são realmente computados, mesmo que seja 1% ou menos deles.
A situação está crítica sim, mas todos nós podemos fazer uma diferença enorme, seja participando ou mesmo votando, mas acima de tudo, cobrando efetivamente por seus direitos, e que não são poucos.

Marcelo Passos



sábado, 14 de abril de 2018

Bandidos de luxo




É impressionante o escárnio da bandidagem para com a sociedade e principalmente para com o poder público.
Constantemente grupos incendeiam ônibus exigindo das autoridades melhores condições nas penitenciarias espalhada por este país. Ora, já tem cama, comida, banho de sol, visita intima, prioridade na emergência hospitalar, indulto, auxilio reclusão, oficinas profissionalizantes, facilidade para ter celular nas celas e de lá comandar o crime e muitas outras condições. Gente, o que mais esses bandidos querem?
Afinal, se estão presos, rezando é que não estavam, e ainda todos NÓS, brasileiros de bem, temos de arcar com as regalias para delinqüentes? Tratar com desumanidade não é o certo, mas tudo tem que ter limite não é mesmo? Afinal de contas os governos penalizam demais o povo com serviços públicos imorais e não dão trégua para o cidadão com impostos cada vez mais altos.
E ficar cedendo demais para bandido é retratar uma fragilidade de um sistema realmente falido, injusto e imoral, além de ser muita ousadia por parte da bandidagem, mas se faz é porque conseguem o quer, não é mesmo GOVERNOS (...)

Marcelo Passos

terça-feira, 10 de abril de 2018

Foro privilegiado: Isso é uma vergonha




A discussão em torno do fim do foro privilegiado não traz a menor vantagem em termos de benéficas a sociedade. A existência dessa prerrogativa traz a sensação de impunidade e querendo ou não a permissão legal para os corruptos cometer crimes. Afinal de contas, a pessoa má intencionada, que não são poucas, que detém este privilegio acaba tendo asas livres para cometer os seus enganos, apesar de algumas decisões jurisprudenciais já ter contrariado a sua previsibilidade, como foi o caso de um senador e alguns deputados em pleno gozo de seus mandatos terem sido detidos nos últimos dias no Brasil, mas ainda muito distante de um ideal e de uma transparência tão cobrada e desejada pelos brasileiros a estes ditos `mandatários ‘do poder.
O foro privilegiado nada mais é que uma permissão legal para as autoridades de mal caráter praticarem abusos de toda a natureza. Pois quem é correto não tem nada a temer e privilégios como esse não faz o menor sentido para si e muito menos necessitará recorrer a subterfúgios de suas instancias para se safar das instancias da lei.
A verdade quem é correto, honesto, respeitador não tem o que temer multas e muito menos as sanções da lei, simples assim.
E quem pratica erros seja de que natureza for, não tem que ter privilégios, tem que assumir suas responsabilidades e sofrer as penalidades como qualquer outro cidadão.

Marcelo Passos

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Lula: De paz e amor a amor e ódio




A trajetória do ex-presidente certamente é uma das mais complexas se não dizer uma das mais emblemáticas e ímpares dos personagens já surgidos nesta pátria. Não há como negar que este homem traz um histórico muito forte a se equiparar a uma das figuras das mais alegóricas se não dizer uma das mais questionáveis da história deste país.
Um homem capaz de despertar sentimentos ambíguos entre os brasileiros e também pelo mundo, e que trava uma batalha no mínimo curiosa para os futuros livros de história desta pátria.
Inocente ou culpado? Afinal, seria Lula o conivente com todo esse imbróglio ou o traído que confiou demais nos amigos e hoje paga um preço muito alto pelas escolhas e pelas amizades.
Para muitos o êxtase e a comemoração pela sua prisão e para outros um sentimento de injustiça, e novamente o personagem a frente de mais um enigma em sua curiosa trajetória. E é impressionante o quanto o ser humano ainda conserva aquele comportamento de se alegrar para com o infortúnio alheio.

Marcelo Passos



sábado, 7 de abril de 2018

Coxinhas, fascista, petralhas ou BÁRBAROS (...)




Segundo o texto constitucional somos livres para manifestar. E desde que o mundo existe que as idéias se divergem, talvez essa seja a grande atração deste globo.
Porém, a boa convivência diz que em tudo deve haver a ponderação e o respeito, bem como a fronteira da vida.
E até onde o homem pode ir com as suas convicções?
Será que as minhas idéias são as únicas certas e as melhores? E o que aquele outro que pensa contrario de mim, está completamente errado? Essa indagação provavelmente não passa pelo conceito de muitos manifestantes e defensores de suas idéias, pois logo preferem partir para o egoísmo das agressões ao  invés do debate sadio.
E nos últimos tempos no Brasil temos visto que muitos não estão mais respeitando a opinião contraria, pois logo partem para a ofensa, agressões físicas e verbais, assassinatos, vandalismos e enfim, ninguém mais esta podendo opinar livremente. E será que se agredir aquele outro, este se voltará a favor das minhas idéias? Ou é melhor eliminar o adversário de vez praticando atos condenáveis  e até criminosos me deixando livre com minhas posições?
Essa é a realidade no Brasil, principalmente quando as opiniões estão voltadas para as preferências políticas. E é cada um defendendo a sua bandeira pior de que os bárbaros da antiguidade, e acreditam estarem certos, ou seja, muitos grupos estão partindo para a selvageria explicita.
Coxinhas, fascistas, petralhas são algumas das denominações classificados por determinados grupos, até então tudo bem. Agora, como se classifica os grupos que estragam o patrimônio alheio por conta das convicções e decisões, principalmente quando aquele bem é de uma autoridade? Manifestante ou vândalo? E quando agride violentamente o outro por manifestar opiniões contrarias? Manifestante ou criminoso? Cada com sua opinião.
Esses grupos poderiam se unir com a força de seus ímpetos e energias para exigir uma pátria mais justa e equilibrada, com todos os serviços essenciais funcionando a favor da sua gente.
E claro que as idéias podem e devem convergir sim, afinal somos livres para isso e vivemos em uma democracia onde nos permite expressar abertamente tudo o que queremos e pensamos, mas acima de tudo vamos buscar nos respeitar e tolerar mais para que não voltarmos ao passado da barbaridade.

Marcelo Passos

sexta-feira, 6 de abril de 2018

LULA. Culpado ou inocente?




Todo esse imbróglio instalado na sociedade em face a inocência ou não de Lula, trouxe ao conhecimento popular uma enorme desconfiança e até mesmo uma certa dúvida em relação à condução dos julgamentos em nosso país. Afinal de contas, pela lógica as leis devem ser interpretadas de forma lucida e justa a todos.
Porém na justiça há o princípio da isonomia, ou seja, tratar os iguais de forma igual e dos desiguais de forma desigual a atender o bem estar social, pois determinada contravenção nem sempre se equivale as outras, por isto que cada processo deve ser julgado de forma independente, mas observando sempre a legalidade imparcial das sentenças.
E nos últimos dias vimos o quanto a interpretação das leis em determinadas instancias traz uma certa confusão, novas jurisprudências que acabam surgindo traz uma nova configuração na interpretação e aplicação das leis deste país.
E será que a posição de um magistrado em relação a um determinado crime valerá para todos os demais casos semelhantes, para não dizer iguais?
Afinal, o julgamento de Lula atendeu a legalidade ou não? Ele é culpado ou inocente? Bom, eu não sei dizer e também qualquer coisa que eu disser será mera opinião, pois nunca tive acesso aos processos para afirmar. Agora, o posicionamento dos ministros do STF em relação ao julgamento do Habeas Corpus, será que valerá aos demais julgados? Fica essa a questão, ou seja, obedece o que está na lei ou cria-se novos mecanismos?
Essa questão não vale somente ao caso do ex-presidente, pois há muitos julgados indo além dos limites da leis para não falar que há casos em que as regras são aplicadas de forma totalmente contraria. E infelizmente a tal da segurança jurídica em nosso Brasil anda muito fragilizada.

Marcelo Passos

Lula diz que está 'tranquilo' e que não pretende se entregar à PF em Curitiba




Declarações foram feitas ao jornal Folha de S. Paulo, por telefone, no início da manhã desta sexta-feira. Prazo concedido pela Justiça se esgota às 17h de hoje.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não deverá ir para Curitiba na tarde desta sexta-feira para se entregar à Polícia Federal e iniciar o cumprimento da pena de 12 anos e um mês de prisão no caso do Triplex do Guarujá.
Segundo informou o jornal Folha de S. Paulo, o ex-presidente teria dito por telefone que “estava tranquilo, bem disposto, e que já tinha feito seus exercícios matinais” como faz todos os dias.
No final da tarde de ontem, o juiz federal Sérgio Moro expediu o mandado de prisão do petista e concedeu um prazo até as 17h de hoje para que ele se apresentasse em Curitiba – berço da Operação Lava-Jato.
A defesa do ex-presidente ajuizou um novo pedido de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O recurso entrou no sistema do STJ na manhã de hoje e já está pronto para decisão do ministro Felix Flischer, da 5ª Turma do órgão.
Lula passou a noite no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernando do Campo, ao lado dos filhos, amigos e dirigentes do partido.

Fonte: https://www.em.com.br/app/noticia/politica/2018/04/06/interna_politica,949499/lula-diz-que-esta-tranquilo-e-que-nao-pretende-se-entregar-a-pf-em-c.shtml

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

O que estão fazendo com Minas??? Minas encerra 2015 com rombo de R$ 8,9 bilhões

" Será que também é culpa no governo anterior???? Esta é a justificativa para tudo deste governo para esconder a incompetência administrativa, mas para pintar as farmácias de Minas de vermelho isto tem dinheiro, para uma alimentação mais elitizada ao alto escalão tem dinheiro, aumentar o número de secretarias e comissionados tem dinheiro, mas não tem dinheiro para remédios, não tem dinheiro para pagar o funcionalismo estadual onde nos governos anteriores que eles adoram destacar não atrasavam, delegacias em Minas sem condições para prover a segurança pública, esta gestão não prioriza as pessoas, ao contrário, infelizmente." Marcelo Passos.



Os dados do Relatório de Gestão Fiscal de 2015 foram apresentados na manhã de hoje pelo secretário de Estado de Fazenda, José Afonso Bicalho

Minas Gerais encerrou o ano de 2015 com um déficit de R$ 8,9 bilhões nas contas públicas, 314% a mais que o resultado de 2014, de R$ 2,1 bilhões. O valor supera a previsão inicial do Estado, de queda de R$ 7,2 bilhões.

Os dados do Relatório de Gestão Fiscal de 2015 foram apresentados na manhã de hoje pelo secretário de Estado de Fazenda, José Afonso Bicalho, que admitiu a gravidade da situação. Segundo o secretário, o desempenho foi decorrente de três fatores: queda na receita do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias (ICMS), aumento da folha de salários, devido a ajustes concedidos em anos anteriores, e aumento da dívida. Entre os setores que mais contribuíram negativamente para os números foram venda de veículos, siderurgia e indústria.

"É uma herança difícil que nós recebemos das finanças mostrando que quem administrou o Estado não olhou essa perspectiva de longo prazo. O que vamos ter que fazer é olhar um equilíbrio fiscal", afirmou Bicalho. "A expectativa para 2016 é de déficit ainda, mas estamos trabalhando para que em 2017 a gente reequilibre o orçamento do Estado".
Com relação ao ICMS, a receita gerada para o Estado foi de R$ 37,1 bilhões no ano passado, contra R$ 37,4 em 2014. Embora represente uma variação de - 1%, a perda, de R$ 300 milhões, na realidade foi maior, uma vez que a inflação no ano superou os 10%.


Já a dívida pública do Estado também cresceu consideravelmente, mesmo sem novos empréstimos concedidos em 2015. Minas fechou o ano com R$ 102,6 bilhões de Dívida Consolidada Líquida, R$ 17 bilhões a mais que 2014. Segundo o secretário, o grande gargalo é a dívida indexada ao câmbio, prejudicada com o aumento do dólar. Com isso, a relação entre a DCL e a Receita Corrente Líquida (RCL), cujo teto é de 200% conforme a Lei de Responsabilidade Fiscal, já chega ao elevado patamar de 198,66%. 

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

TRE está a um passo de rejeitar contas do PT em Minas Gerais


O PT de Minas e o comitê único da legenda está a um passo de ter as contas reprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Com 3 votos a favor e um contra, o julgamento parcial foi concluído ontem à noite com o pedido de vista do juiz Virgílio Barreto. Na prática, o placar favorável à desaprovação só será modificado se houver mudança de voto, o que é considerado improvável. Em caso de decisão em transitado em julgado, o partido será punido com a perda de verbas do Fundo Partidário. O julgamento será retomado na próxima terça-feira (3) de fevereiro.

Conforme o Hoje em Dia adiantou, o pleno do tribunal retomou nessa terça (26) o julgamento da prestação de contas do PT estadual e do comitê financeiro único da sigla. Apesar de a legenda já ter apresentado justificativas, o corpo técnico do tribunal, em parecer conclusivo do mês passado, aponta 15 “falhas não sanadas” que “não podem ser consideradas irrelevantes”.

Entre as irregularidades consideradas graves, o tribunal vai apreciar uma série de transferências estimadas de valores do partido para candidaturas aliadas, incluindo a campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff, no montante total de R$ 11,7 milhões. As transferências foram realizadas, mas não declaradas na prestação de contas do partido em Minas, conforme parecer do corpo técnico do TRE, obtido pelo Hoje em Dia.

Parecer

Como se trata de transferência estimada, os valores podem ter sido usados para alugar veículos, pagar fornecedores, custear material de campanha, entre outras despesas. Com base no parecer técnico, o Ministério Público Federal (MPF) opinou pela desaprovação das contas do partido e do comitê. O governador Fernando Pimentel e o vice dele, Antônio Andrade, já tiveram a prestação de contas desaprovada pela corte do TRE.

Em manifestação no processo, o PT declarou que “nomina essa ocorrência como agrupamento de lançamentos de despesas doadas para campanha nacional. Alega que as doações em favor da campanha nacional presidencial foram lançadas no sistema por agrupamento, lastreadas pelos recibos eleitorais pertinentes e que tal procedimento não inibiu qualquer controle. Não apresentou qualquer documento comprobatório das alegações”.

O relatório cita ainda a não apresentação de recibos eleitorais para lastrear operações que somaram R$455 mil. “Trata-se de irregularidade grave, porque foram omitidas as informações de destino dos gastos efetuados pelo partido em benefício de candidatos, contrariando o princípio da transparência a que estão sujeitas as prestações de contas eleitorais, no montante vultoso de R$11.750.899,74 sem registro, além da não apresentação de recibos eleitorais para lastrear as operações que somaram R$455.291,19”, diz trecho do relatório conclusivo.

O placar está um a zero a favor da aprovação das contas com ressalvas, em voto do juiz Wladimir Rodrigues, que não faz mais parte do tribunal. Em seguida, o juiz Carlos Roberto pediu vista do processo. O parecer técnico pode ser aprovado, reprovado ou aprovado com ressalvas pelos juízes do TRE.

Procurado, por telefone e e-mail, a assessoria do PT não foi localizada até o fechamento deste texto.

Fonte: http://www.hojeemdia.com.br/noticias/politica/tre-esta-a-um-passo-de-rejeitar-contas-do-pt-em-minas-gerais-1.375289

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

PSDB reage e chama documento do PMDB de peça de ficção

Aécio afirmou ainda que "enquanto o PMDB integrar o governo, esse programa passa a ser algo secundário", como uma peça de marketing


A cúpula do PSDB no Senado reagiu nesta quarta-feira (18) à tentativa de setores do PMDB ligados ao vice-presidente Michel Temer de se credenciar como porta-voz de uma agenda austera na economia para tirar o país da crise.

Presidente nacional dos tucanos, o senador Aécio Neves (MG) disse que "levaria mais a sério" a proposta do PMDB se o partido "deixasse os sete ministérios que ocupa no governo para defender" ao lado da oposição as ideias que apresenta no documento intitulado "Ponte para o futuro".

Ele insinuou ainda que o PMDB se apropriou de propostas feitas pelos tucanos durante a última eleição presidencial, quando foi o candidato da sigla ao Planalto. "Levaria mais a sério se o PMDB deixasse os sete ministérios que ocupa para defender ao nosso lado essas propostas, muitas convergentes com as nossas, que defendemos na campanha eleitoral", afirmou o tucano.
Aécio afirmou ainda que "enquanto o PMDB integrar o governo, esse programa passa a ser algo secundário", como uma peça de marketing.

Questionado se havia risco de os tucanos verem seu discurso roubado pelos peemedebistas, respondeu: "Não vou nem considerar séria essa pergunta. O PSDB dá as boas-vindas ao PMDB no debate das questões do Brasil, mas o partido majoritariamente ainda prefere os cargos que têm no governo", concluiu.

DO NADA PARA LUGAR NENHUM

Líder da bancada tucana no Senado, Cassio Cunha Lima (PB) foi mais longe e disse que o documento apresentado pelo PMDB é "uma ponte que liga o nada para lugar nenhum".

"O PMDB é muito inovador e agora quer fazer oposição estando dentro do governo. A peça é uma ficção política", concluiu.

Para Cunha Lima, a repercussão do documento é um reflexo do "vazio" que domina o cenário atual e representa uma "humilhação" para a presidente Dilma Rousseff. "O maior partido da aliança apresenta propostas na direção contrária que eles pregam. Só um governo muito fragilizado... é a humilhação suprema."

Fonte: http://www.otempo.com.br/capa/pol%C3%ADtica/psdb-reage-e-chama-documento-do-pmdb-de-pe%C3%A7a-de-fic%C3%A7%C3%A3o-1.1172396

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Aécio anuncia reação do PSDB contra crise


Criticado pela aliança com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e por ser pouco atuante na retomada da economia, o PSDB resolveu agir nesta semana. Rompeu com o peemedebista, negociou a aprovação de pautas econômicas com o governo e já começa a anunciar a divulgação de documento com propostas para o ano que vem.

O PSDB busca maior empatia com o eleitorado nas eleições municipais de 2016, além de sinalização para o mercado financeiro.

"Vamos apresentar ao país um diagnóstico da gravidade da crise e do que nos espera para o ano que vem, mas principalmente propostas na área social, em razão da gravidade da crise pela qual passam hoje milhões de famílias brasileiras", afirmou Aécio Neves (PSDB-MG), presidente do partido.

O documento será uma revisão da plataforma de campanha presidencial de Aécio em 2014, com propostas como pacto federativo e reforma tributária, além de enfoque social. A Executiva da legenda se reúne em duas semanas para fechar detalhes, e a apresentação da carta deve ser feita no início de dezembro em pronunciamento do próprio senador, que prometeu uma "fala forte".

A estratégia integra uma tentativa de recuperar o protagonismo do debate econômico, perdido desde a derrota nas eleições presidenciais de 2014. Em um ano de crise econômica, tucanos chegaram a apoiar algumas das chamadas "pautas-bomba" no Congresso. Algumas delas em contradição com a defesa histórica feita pela sigla, como o fim do fator previdenciário - medida aprovada pelo governo Fernando Henrique Cardoso.

Há duas semanas, os tucanos assistiram ao PMDB lançar um documento com propostas para a economia que destoavam das defendidas pelo PT. É dentro dessa estratégia que se explica a sinalização com o governo na negociação direta pela aprovação de pautas do ajuste fiscal. A oposição anunciou acordo para aprovar a Desvinculação de Receitas da União (DRU) com alíquota de 25% na terça-feira. O pacto foi celebrado com um aperto de mãos entre os líderes José Guimarães (PT-CE) e Bruno Araújo (PSDB-PE).

Mais uma negociação acontece em torno da repatriação de recursos brasileiros no exterior, apoio que tem sido discutido diretamente entre Aécio Neves e os ministros Joaquim Levy (Fazenda) e Jaques Wagner (Casa Civil). O texto recebeu voto contrário dos 48 deputados tucanos na Câmara, mas deve contar com o apoio dos senadores, caso o governo consiga desfazer as mudanças do relator Manoel Júnior (PMDB-PB), que concederam anistia para crimes de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. O PSDB deseja que a proposta se restrinja à evasão de divisas.

De acordo com Aécio, o apoio às pautas econômicas são uma demonstração do compromisso do PSDB com as questões que vão além do governo Dilma e são cruciais para o País. "Não vamos fazer como o PT que, quando era oposição, encontrava vício de origem em tudo que vinha do Palácio, como a Lei de Responsabilidade Fiscal e o Plano Real."

No front político, o primeiro passo para a mudança de atuação foi o rompimento com Cunha, anunciado oficialmente pelo líder Carlos Sampaio (PSDB-SP). Até então, os tucanos trocavam apoio a Cunha pela promessa de encaminhamento do processo de impeachment de Dilma. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte:http://www.hojeemdia.com.br/noticias/politica/senador-aecio-neves-anuncia-reac-o-do-psdb-contra-crise-1.359469

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Aécio lidera intenção de voto espontânea, seguido por Lula e Marina


Brasília - O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), lidera a intenção de voto espontânea, caso o primeiro turno das eleições presidenciais de 2018 fosse realizado hoje, mostra pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) realizada em parceria com a MDA Pesquisa e divulgada nesta terça-feira, 27. O tucano recebeu 13,7% das intenções de voto. Em segundo lugar, aparece o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 7,9%, seguido pela ex-senadora Marina Silva (Rede), com 4,7%.

Mesmo não podendo se candidatar à reeleição novamente, a presidente Dilma Rousseff foi citada por 1,8% dos entrevistados. Ela está à frente do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que teve 1,2% das intenções de voto espontâneas, seguido pelo senador José Serra (PSDB-SP), com 1,1%. Os três últimos lugares ficariam com o deputado federal Jair Bolsonaro, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa e Luciana Genro (PSOL), citados por 0,9%, 0,4% e 0,2%, respectivamente. Brancos e nulos totalizaram 17,3%, enquanto 47,9% dos entrevistados se disseram "indecisos".

Voto estimulado

Já em três cenários apresentados pela pesquisa de intenção de voto estimulada, Aécio Neves seria o único membro do PSDB que conseguiria chegar ao segundo turno. No primeiro cenário, o senador mineiro seria votado por 32% dos entrevistados, contra 21,6% de Lula e 21,3% de Marina Silva. No segundo cenário, com Alckmin concorrendo pelo PSDB, Marina ficaria em primeiro lugar, com 27,8% das intenções de voto, seguida por Lula (23,1%) e pelo governador paulista (19,9%). Com o candidato sendo Serra, o tucano também ficaria em terceiro lugar, com 19,6% dos votos. Em primeiro, ficaria Marina Silva (27,9%), seguida por Lula (23,5%).

Em um segundo turno com o ex-presidente Lula, todos os três possíveis candidatos do PSDB venceriam. Segundo a pesquisa, Aécio ficaria em primeiro lugar com 45,9% dos votos, contra 28,3% de Lula. Alckmin teria 36,4% dos votos, ante 30,2% do petista. Serra, por sua vez, venceria com 35,2% dos votos, contra 30,9% de Lula. Já em um segundo turno com Marina Silva, apenas Aécio venceria, com 37,7% dos votos, ante 32,9% da ex-senadora. Já Marina venceria Alckmin (25,9%) com 39,7% dos votos e Serra (26,8%) com 39,6%.

Foram entrevistadas 2.002 pessoas em 136 municípios de 24 unidades federativas entre os dias 20 e 24 de outubro de 2015. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais, com 95% de nível de confiança. Isso significa que, em 100 pesquisas feitas com a mesma metodologia, 95 terão resultados dentro da margem de erro prevista pelo instituto.

Fonte: http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2015/10/27/interna_politica,701926/cnt-mda-aecio-lidera-intencao-de-voto-espontanea-seguido-por-lula-e-marina.shtml

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Coisa feia. Governo de Minas ‘deleta’ notícias de gestões anteriores


O novo portal oficial do governo de Minas, que entrou no ar nessa quarta (21), não permite mais o acesso a notícias anteriores à gestão de Fernando Pimentel. O site “Agência Minas Gerais” só tem informações referentes à atual administração e, nem mesmo por meio de busca, é possível encontrar dados sobre as administrações anteriores.

A matéria mais antiga publicada no novo site aborda o discurso de posse de Pimentel no dia 1º de janeiro. Tanto nas notícias gerais quanto nas setorizadas por tema (Educação, Saúde, Defesa Social etc.), todas as publicações começam no primeiro mês de 2015. Áudios, vídeos e fotos disponíveis no portal também são referentes apenas à atual gestão.

Antes da mudança, era possível encontrar na Agência notícias de todos os assuntos referentes a anos anteriores. Assim como hoje, o portal era abastecido por profissionais da área de comunicação social do Executivo mineiro.

Procurado pelo Hoje em Dia, o governo informou que os registros das administrações anteriores não foram apagados do novo site “lançado com visual renovado e informações referentes à nova administração”.

Por meio de nota, a assessoria de imprensa explicou que “todas as informações referentes a gestões anteriores podem ser encontradas nos sites da Secretaria de Estado de Governo e demais secretarias do Estado. Além disso, todo e qualquer cidadão que queira acesso a informações públicas pode utilizar a Lei de Acesso à Informação, sancionada pela presidenta Dilma Rousseff”.

Fonte: http://www.hojeemdia.com.br/noticias/politica/governo-de-minas-deleta-noticias-de-gest-es-anteriores-1.354381

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Defensores do impeachment de Dilma poupam Cunha durante ato

Deputados e líderes de movimentos de rua pregaram fim da corrupção, nesta quarta (21), mas não mencionaram em nenhum momento o nome de Eduardo Cunha (PMDB-RJ)


Os deputados e líderes de movimentos de rua que participaram na Câmara dos Deputados do ato de entrega do novo pedido de impeachment contra Dilma Rousseff pregaram nesta quarta-feira (21) a urgência do fim da corrupção no mundo político, mas, nos discursos, não mencionaram em nenhum momento o nome de Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Cabe ao presidente da Câmara, que abriu seu gabinete para receber o novo pedido, decidir se dá ou não sequência ao processo contra a petista. O peemedebista foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República sob a suspeita de envolvimento no petrolão e é suspeito de esconder no exterior contas irrigadas pelo esquema.

Na entrevista coletiva concedida logo após a entrega, os líderes dos dois principais partidos de oposição, Carlos Sampaio (PSDB-SP), e Mendonça Filho (DEM-PE), não apareceram, diferentemente do ocorrido em outras ocasiões. PSDB e DEM foram representados por vice-líderes.
A principal fala nesta entrevista coube a Maria Lúcia Bicudo, filha do ex-petista Hélio Bicudo. "O que eu queria dizer é que há necessidade hoje que esse movimento de ruas dos jovens transformem e modifiquem esse país. (...) Temos que ir as ruas lutar por esse ideal, por um país melhor, sem corrupção e sem conchavos políticos".

Destoando do discurso público, em que optam pelo silêncio ou por um tímido pedido de afastamento, nos bastidores tanto oposição quanto governo mantém o suporte político a Cunha com o objetivo, cada qual, de influenciá-lo na decisão sobre o impeachment.

Questionada pela reportagem sobre por que Cunha foi poupado, Maria Lúcia afirmou que o ato era focado em Dilma. "Eu acho que importante agora é esse movimento contra a corrupção, o impeachment, e também a questão do Eduardo Cunha, também concordo. (...) Hoje tamos fazendo para o impeachment, mas com certeza esse movimento vai estar englobando todos os corruptos."

Dois líderes do Movimento Brasil Livre também falaram na entrevista contra Dilma, o PT e a corrupção que, segundo eles, impregna o partido e o governo.

Questionados após a entrevista sobre a omissão em relação a Cunha, Kim Kataguiri e Fernando Holiday adotaram um discurso similar, de que os movimentos de rua têm pouca condição de pressionar politicamente pela saída do peemedebista.

"[os movimentos] Não têm poder nenhum na cassação, não têm ninguém no Conselho de Ética [da Câmara, que deve abrir processo contra Cunha]. O impeachment é muito mais dependente de votos de parlamentares, no Conselho de Ética é um debate muito mais técnico", afirmou Kataguiri, apesar de o conselho ser formado por 21 deputados federais.

Segundo ele, Cunha será alvo de manifestações futuras. "No próximo protesto que realizaremos, que ainda não tem data definida, vocês podem esperar que a gente vai pedir a saída do presidente Eduardo Cunha."

"Ele [Cunha] não está sendo poupado, o MBL considera que seria o melhor que o presidente renunciasse, acontece que o movimento não tem como obrigar o deputado a renunciar ao cargo de presidente, e quanto à cassação é necessário que haja uma condenação, com todas as provas, com ele tendo o direito de defesa. Tendo essa condenação, obviamente vamos defender essa cassação. Mas o movimento desde já defende a renúncia do presidente, até porque as denúncias tornam a atuação dele enquanto presidente um pouco complicada", disse Holiday.

Fonte: http://www.otempo.com.br/capa/economia/defensores-do-impeachment-de-dilma-poupam-cunha-durante-ato-1.1144938