sábado, 7 de abril de 2018

Coxinhas, fascista, petralhas ou BÁRBAROS (...)




Segundo o texto constitucional somos livres para manifestar. E desde que o mundo existe que as idéias se divergem, talvez essa seja a grande atração deste globo.
Porém, a boa convivência diz que em tudo deve haver a ponderação e o respeito, bem como a fronteira da vida.
E até onde o homem pode ir com as suas convicções?
Será que as minhas idéias são as únicas certas e as melhores? E o que aquele outro que pensa contrario de mim, está completamente errado? Essa indagação provavelmente não passa pelo conceito de muitos manifestantes e defensores de suas idéias, pois logo preferem partir para o egoísmo das agressões ao  invés do debate sadio.
E nos últimos tempos no Brasil temos visto que muitos não estão mais respeitando a opinião contraria, pois logo partem para a ofensa, agressões físicas e verbais, assassinatos, vandalismos e enfim, ninguém mais esta podendo opinar livremente. E será que se agredir aquele outro, este se voltará a favor das minhas idéias? Ou é melhor eliminar o adversário de vez praticando atos condenáveis  e até criminosos me deixando livre com minhas posições?
Essa é a realidade no Brasil, principalmente quando as opiniões estão voltadas para as preferências políticas. E é cada um defendendo a sua bandeira pior de que os bárbaros da antiguidade, e acreditam estarem certos, ou seja, muitos grupos estão partindo para a selvageria explicita.
Coxinhas, fascistas, petralhas são algumas das denominações classificados por determinados grupos, até então tudo bem. Agora, como se classifica os grupos que estragam o patrimônio alheio por conta das convicções e decisões, principalmente quando aquele bem é de uma autoridade? Manifestante ou vândalo? E quando agride violentamente o outro por manifestar opiniões contrarias? Manifestante ou criminoso? Cada com sua opinião.
Esses grupos poderiam se unir com a força de seus ímpetos e energias para exigir uma pátria mais justa e equilibrada, com todos os serviços essenciais funcionando a favor da sua gente.
E claro que as idéias podem e devem convergir sim, afinal somos livres para isso e vivemos em uma democracia onde nos permite expressar abertamente tudo o que queremos e pensamos, mas acima de tudo vamos buscar nos respeitar e tolerar mais para que não voltarmos ao passado da barbaridade.

Marcelo Passos

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