Segundo
o texto constitucional somos livres para manifestar. E desde que o mundo existe
que as idéias se divergem, talvez essa seja a grande atração deste globo.
Porém,
a boa convivência diz que em tudo deve haver a ponderação e o respeito, bem
como a fronteira da vida.
E até
onde o homem pode ir com as suas convicções?
Será
que as minhas idéias são as únicas certas e as melhores? E o que aquele outro que
pensa contrario de mim, está completamente errado? Essa indagação provavelmente
não passa pelo conceito de muitos manifestantes e defensores de suas idéias,
pois logo preferem partir para o egoísmo das agressões ao invés do debate sadio.
E nos
últimos tempos no Brasil temos visto que muitos não estão mais respeitando a opinião
contraria, pois logo partem para a ofensa, agressões físicas e verbais,
assassinatos, vandalismos e enfim, ninguém mais esta podendo opinar livremente.
E será que se agredir aquele outro, este se voltará a favor das minhas idéias? Ou
é melhor eliminar o adversário de vez praticando atos condenáveis e até criminosos me deixando livre com minhas posições?
Essa
é a realidade no Brasil, principalmente quando as opiniões estão voltadas para
as preferências políticas. E é cada um defendendo a sua bandeira pior de que os
bárbaros da antiguidade, e acreditam estarem certos, ou seja, muitos grupos estão
partindo para a selvageria explicita.
Coxinhas,
fascistas, petralhas são algumas das denominações classificados por
determinados grupos, até então tudo bem. Agora, como se classifica os grupos
que estragam o patrimônio alheio por conta das convicções e decisões,
principalmente quando aquele bem é de uma autoridade? Manifestante ou vândalo? E
quando agride violentamente o outro por manifestar opiniões contrarias? Manifestante
ou criminoso? Cada com sua opinião.
Esses
grupos poderiam se unir com a força de seus ímpetos e energias para exigir uma pátria
mais justa e equilibrada, com todos os serviços essenciais funcionando a favor
da sua gente.
E claro
que as idéias podem e devem convergir sim, afinal somos livres para isso e
vivemos em uma democracia onde nos permite expressar abertamente tudo o que queremos
e pensamos, mas acima de tudo vamos buscar nos respeitar e tolerar mais para
que não voltarmos ao passado da barbaridade.
Marcelo
Passos

Nenhum comentário:
Postar um comentário